segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Stuck in a moment

I'm not afraid of anything in this world
There's nothing you can throw at me that I haven't already heard
I'm just trying to find a decent melody
A song that I can sing in my own company

I never thought you were a fool
But darling, look at you
You gotta stand up straight, carry your own weight
These tears are going nowhere, baby

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Don't say that later will be better now you're stuck in a moment
And you can't get out of it

I will not forsake, the colours that you bring
But the nights you filled with fireworks
They left you with nothing
I am still enchanted by the light you brought to me
I still listen through your ears, and through your eyes I can see

And you are such a fool
To worry like you do
I know it's tough, and you can never get enough
Of what you don't really need now... my oh my

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Oh love look at you now
You've got yourself stuck in a moment and now you can't get out of it

I was unconscious, half asleep
The water is warm till you discover how deep...
I wasn't jumping... for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Don't say that later will be better now
You're stuck in a moment and you can't get out of it

And if the night runs over
And if the day won't last
And if our way should falter
Along the stony pass

And if the night runs over
And if the day won't last
And if your way should falter
Along the stony pass
It's just a moment
This time will pass

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Demais

Tudo o que é demais sobra. Não cabe.

Quero o pouco que sempre falta, não tão pouco que eu não sinta a diferença

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amnésia

Amnésia é um filme instigante, daqueles que nos prende do começo ao fim, na primeira vez que eu o assisti ,o fiz de forma crua pensando apenas na história do filme, dessa vez, como trabalho de faculdade, o olhar era outro, mais apurado e também permite algumas reflexões, nos faz pensar sobre a nossa vida, e a ideia que temos dela. O filme conta a história de dor imensa, a história de Leonard que perdeu a sua esposa de forma trágica, e, pretende vingar-se, mas a tragédia lhe causou um trauma. Leonard tem amnésia dos fatos mais recentes.
Em alguns momentos nos faz lembrar do filme "Como se fosse a primeira vez" e "efeito borboleta 1" porém o enredo de amnésia é muito mais elaborado. Leonard resolve investigar o homicídio que matou a sua mulher, mas como fazê-lo se toda a sua memória recente foi apagada? Como seguir suas pistas se ele mesmo as apaga com seu esquecimento?

Leonard então tatua as coisas que decobre em seu próprio corpo, fotografa as pessoas que vai conhecendo e espalha lembretes pelo quarto, tudo isso numa busca incessável pela verdade de seu drama familiar. Esse filme mexeu comigo, não pela história em si, mas pela nossa máquina quase perfeita que é nosso cérebro. É como se ele fosse um supercomputador com um HD enorme, e conforme o uso, sua capacidade de armazenamento de dados fosse ficando ineficiente.

Se nós não somos capazes de nos lembrar nosso passado, o que somos, do que gostamos, nós não somos nada, somos apenas escravos do tempo, nesse caso, do presente. Leonard levanta todos os dias da cama como se aquele dia fosse comum e percebe que a sua esposa não está lá ao lado dele ou pela casa, de frente para o espelho Leonard enfrenta a realidade e a dor da perda cravados em sua carne, é como se a mulher dele morresse todo dia. Todos os dias a dor se repete e ele não quer esquecer porque aquela dor representa a vida dele.

Num dado momento, essa sua cegueira transformou-se num simulacro onde ele distorce a sua realidade em ficção pessoal. Com amnésia estamos todos perdidos no labirinto do esquecimento e acabamos o filme em um outro labirinto de novas e talvez, falsas realidades.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

[500] days of summer

"... - Você só faz o que quer, não é? Nunca quis ser namorada de ninguém e hoje é esposa de alguém.
- Também fiquei surpresa.
- Acho que nunca vou entender isso. Não faz sentido.
- Simplesmente aconteceu.
- Mas é isso que eu não entendo. O que aconteceu?
- Eu acordei um dia, e eu sabia.
- Sabia o quê?
- Sabia o que eu nunca tive certeza com você."


O diálogo acima é do filme [500] days of summer ( 500 dias com ela), que nos diz que o amor verdadeiro não existe, e o destino também não. O que existe afinal?
Segundo o filme, o que existe na verdade são coincidências, mais ou menos como estar no lugar e na hora certa para as coisas acontecerem. É saber aproveitar as oportunidades.
O filme foge dos cichês românticos e nos fornece uma história mais compatível com a realidade. Os acasos acontecem, o final nem sempre é aquele que esperamos, é que a vida não aceita rédeas por muito tempo e logo ela tomará o controle independente de nossa vontade.
A vida é assim, não respeita nossas vontades e nem alimenta nossas ilusões por muito tempo, logo, ela trata de nos cegar com a sua verdade e vontade absoluta, imperativa e coercível.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

...

"Odeio quem me rouba a solidão sem verdadeiramente oferecer companhia."
 Nietzsche

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sentir

Eu sinto tanto e de tanto sentir me perco no sentido de sentir. Sou inconstante no sentir, e quando penso que acho que sinto tudo, não sinto nada e ainda assim sinto muito por não sentir aquilo que você sente e acredita que eu sinta.
Quando olho para o lado e te vejo, sinto alguma alegria estranha, alegria misturada com a tristeza de não ser sempre aquilo o que eu queria, sempre falta, sempre na falta. Não gosto do pleno e completo estado de ser e sentir, porque depois não sobra mais nada.
De que adianta tanto sentir?
Faço essa indagação, a mesma indagação que a personagem de Clarice Lispector faz: " E depois de ser feliz a gente faz o quê?"
Não, não quero nada certo, nem ter certeza de nada pra não perder a segurança do sentir -se e sentar-me junto a ti.  Quero a vastidão de dúvidas, os tantos porquês que a tua boca não diz, mas seus olhos revelam.
Quero que você olhe dentro dos meus olhos  e sinta o indecifrável gelar-te pra que na eterna busca do que somos (sou), sentimos (sinto) e vivemos (vivo), estejamos de mãos atadas, almas conectadas na incerteza (ou certeza) de respostas não dadas.
Quero sentir na boca o gosto agridoce da dúvida para assim, não cansar nunca do sentir mais do que já sinto, mas que eu nunca sinta o bastante, tanto que até enjoo, tanto  que sobra, mas quero sim, sentir tanto que nunca falte.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Estraño

Eu sou estranho. Sou uma contradição, me perco nas palavras inúteis que teimo em dizer. Parte de mim quer somente ser, outra parte parecer e aparecer. Por que não?

Me criei assim, pensamentos soltos, sentimentos tortos. Me explico demais e não sei me convencer se estou certo ou se estou errado. Erro muito, sou imperfeito e defeituoso, na minha imperfeição encontro quem se encaixe, quem se ajuste, no final das contas, nossas imperfeições tornam-se nossas qualidades.

Não gosto de falar, mas quando falo sempre passo do ponto. Peco pelo excesso, até pelo excesso da falta. Pelo excesso de incerteza, de ser inconstante. Sou assimétrico, atemporal, não gosto de linhas retas, caminho em círculos e me perco naquilo que eu queria dizer...

domingo, 11 de julho de 2010

[Re] encontro

É estranho reencontrar as pessoas com as quais convivemos um tempo. A intimidade de outrora não mais existe e as pessoas parecem estranhas.

Devagar a gente vai retomando do ponto que parou, silenciosamente observamos traços conhecidos e a pessoa aos poucos e quase sem perceber volta a ser aquela mesma de antes. Não nas atitudes, não pelo direcionamento que a vida tomou, muitas vezes de forma irreversível. Falo da essencia, da particularidade.
É diferente e um pouco incômodo olhar um rosto conhecido sem saber direito quem é e o que se tornou. O tempo passa e embota as pessoas, com o passar dos anos não só os ombros se curvam com o cansaço, mas as decepções e frustrações abatem.

Algumas não, algumas pessoas revigoram-se ao passar desse mesmo tempo, parecem possuir a pedra filosofal, esses a quem o 'tempo' é generoso, a gente conhece mais facilmente, porém é assombroso perceber as modificações sutis que saltam aos olhos.

De qualquer forma, a surpresa foi boa. O reencontro produz conhecimento, crescimento, autoconhecimento. Aquele que falamos tantas vezes e nunca praticamos. Medo,crueza, covardia, comodismo.

O Tempo é outro, poucos reconhecem.